e agora, será?
quem a ele dirá
deus morreu?
deus-mor eu?!

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caem os falsos poetas ao erguerem suas sujas mãos
adormecendo cedo para demonizar o sono dos sãos
tirando-lhes das entranhas as mais nobres virtudes
para trancá-las no enclaustro de torpes vicissitudes
dão cria a falsos profetas os nascidos pela religião
ofertando a eles mil provações e uma só salvação
mas se nos salvam de um mundo por eles criado
como posso eu ter por mim a marca do pecado?

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a insanidade dos falsos segredos
torna em mistério velhos medos
sobram apenas os corações vazios
dentro deles alguns desejos lascivos
um a um tomados pelas divindades
furtando das mentes toda sanidade
e pondo-a mormente em vis altares
para depois reerguê-la mil andares
em fartos templos de sacra modéstia
que reunem do mundo toda moléstia
e da besta a única e santa verdade:
o cadáver de deus é a humanidade