ontem, numa manhã boba, o vermelho perguntou ao branco
o que seria preciso, se quisesse transformar neve em manto
e tornar um semblante esbelto em seu templo de calidez
e o branco disse ao vermelho o que ousara fazer certa vez:
‘apregoa no seio daquela face o ar lívido de minha essência
mas lança-te como chama em deletério fulgor de inocência’
tal que, como assim foi dito, o fez em sua forma capciosa
e denunciaram aquelas maçãs o mais casto amor-rosa
no que o fruto proibido se combina à semente infante
tem-se um jardim eternizado pela beleza de um instante

1 comment
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Fevereiro 24, 2008 às 4:06 am
victoria
que lindo.
de verdade.